O eu, o deus

texto de A.A.A/Lucretia Dalencourt/Loes van den Hoek 

(você escolhe)

As matrizes religiosas tradicionais reconhecem entidades divinas como elementos externos às sociedades, capazes de promover a mudança delas através de ideais, comportamentos e discursos altamente encantadores às almas a princípio perdidas no complexo conflito que é a convivência em meio coletivo. Tais entidades divinas podem ser entendidas como messias (manifestações humanas enviadas por [insira algo maior aqui]) ou deuses, que interferem diretamente na realidade e modelam a vida humana de acordo com seus caprichos, desejos e vontades. Essa seria uma apresentação extremamente enxuta e econômica da interferência divina no meio humano de acordo com os sistemas vigentes e bem aceitos atual e historicamente, os quais adotam uma visão terrivelmente infeliz e claustrofobicante da existência: o mundo é uma caixa de brinquedos, onde nós somos os brinquedos dos catarrentos, que são deuses. Ou, se for da preferência do leitor uma analogia menos ridícula, seríamos todos reféns dos deuses num assalto ao grande banco que é a terra. Ou, talvez seríamos todos parte do grande aviário que é o planeta, sendo todos produtos dos deuses (?).

         Enfim, enfim. A perspectiva vigente da mecânica divina é extremamente limitada e limitante, visto que a humanidade é barrada de suas plenas capacidades devido às travas impostas por contos, mitos e livros sagrados datados de milhares de anos cuja veracidade dos fatos é altamente questionável. Sim, é possível extrair certas lições relevantes dos sistemas religiosos e seus materiais, entretanto ser submisso aos mesmos é um erro fatal: jurar lealdade inabalável e plena à uma das mais complexas e interessantes criações da mente humana coletiva, o indivíduo e seu grupo automaticamente limitam suas mentes e as vastas possibilidades que a realidade, guiada pelos ventos do caos, pode oferecer. Ao submeter-se a um deus, admite-se que a insignificância da existência humana é incapacitante; admite-se que somos criaturas estúpidas incapazes de pensamento próprio, de atitudes guiadas apenas pela razão e experimentação empírica. Absurdo! Essa é a espécie de vida inteligente que teme pela dominação das máquinas sobre suas existências? Como jamais notaram que há muito são escravos de suas próprias criações, de seus próprios inventos?

         Reconheçamos, então, que as divindades em todas as suas formas, tamanhos e espécies são todas frutos de nossas mentes através de milhares de anos. Os sistemas e seus deuses são nossas criações, jamais fomos nós os filhos de algum pater nostrum. Em certas perspectivas, é perfeitamente possível que os deuses sejam agentes manipuladores da realidade -mas como egrégoras bombadas por anos, séculos e eras de devoção e energização. Entidades sagradas podem ser entendidas como alguma categoria especialmente exótica e involuntária de servidores públicos, construídos de acordo com as necessidades e visões de mundo das culturas humanas e os ambientes onde se estabeleceram. É inegável a importância do sagrado ao eu humano, entretanto a submissão dos indivíduos às suas criações é desprezível e precisa ser reconhecida como tal. O aspecto metafísico da existência não precisa ser totalmente abandonado, todavia precisa ser visto através de perspectivas críticas que prezem o indivíduo e o coletivo com seu devido valor e capacidade. Faz-se necessário abandonar a lealdade tácita às crenças e ver a si próprio como manipulador da realidade, utilizador das próprias mãos e métodos.

         Não é necessário ser fiel a deus, ou aos deuses; tal crença é inebriante. Abandonemos a passividade humana ante à realidade e aos acontecimentos, adotemos e consideremos uma alternativa menos trágica e infeliz: somos todos deuses de nós mesmos e, as entidades que consideramos divindades, são nada além de servidores públicos muito bem estabelecidos. Utilizemos as matrizes e sistemas de crença como ferramentas para manipular a realidade a nosso favor, não para alimentar nossos egos com falsos confortos maternais metafísicos. Encaremos a nossa insignificância no universo como uma possibilidade de externalizar e manifestar nossa criatividade e capacidade como seres em toda a sua grandiosidade. Jamais deixemos a religião e seus sacerdotes comerem nossos intelectos com seus livros e discursos, jamais deixemos nossas egrégoras nos vampirizarem com lealdade inquestionável! Pois, se nada há no caos frio do universo, sejamos nós algo. Sejamos nós reconhecedores de nossas capacidades como seres pensantes, como seres modeladores de nossa realidade. Ou! Que seja divino ao indivíduo o que ele considerar como tal. Já é hora de colocar as crianças caprichosas em seus devidos lugares. Reconheçamos sua importância, mas jamais as deixemos nos dominar novamente. Aproveitemos os ensinamentos que nos forem úteis, mas jamais prejudiquemos o meio coletivo por birras religiosas e egos inflados por crenças tão humanas quanto acordar de madrugada para mijar. Abracemos a assustadora capacidade da mente humana, sem jamais limitá-la com discursos que apenas nos escravizam.

         Que sejamos nós deuses de nós mesmos, que o ópio seja a religião do povo. Que seja deus o que quisermos que seja e que também não o seja. Que seja deus um caderno, uma lata vazia. Que sejam os deuses apenas uma tela em branco para colorirmos de acordo com nossas vontades, e não ao contrário. Reconheçamos a autonomia das egrégoras de forma respeitosa, mas jamais nos submetamos às nossas próprias criações. Admitamo-nos como seres inteligentes que somos! Jamais como animais desnorteados, necessitados de algum pai ou mãe metafísico: sejamos nós nossos próprios pais divinos, nada mais.

COMO A REPROGRAMAÇÃO MENTAL E CROMOSSOMAL MUDOU MINHA VIDA

Estas cansado da cacofonia simbilante das cidades grandes? Éss um pombo mendigo, que tem como único alimento restos d pipoca doce que caem no chão? Ou se sente impotente por não ter poderes fantasticos tais como super herois genéricos vindos de filmes caça-niqueis?

Seus problemas podem estar resolvidos, mas continue lendo!

Nós da EGE(Egregora Gasosa Erisiana)  preparamos um documento em PDF (Pum do Feca) GRATUITO com o fim de lhe ajudar.

Possuimos pós doutorado na academia terra planista de couch(sim, couch,não coach) sub- meta-quântico dos gatos alérgicos a agua doce, e por isso temos o poder de mudar a sua vida de água para coca cola zero açucar (ou suco de laranja, o cliente que decide).

Para esse sagrado dever, convocamos Ernestus Virgilius, especialista em cromossomos vietnamitas, para escrever esse PDF.

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Godlike creature invades earth and leaves HUMANZ in bliss.

GPD

The Department of Propaganda and Other Shenanigans happily announces the adoption of a brand new PRODUKT/character/everything. To be Used everywhere and anywhere, discretely or flashy! This very charismatic fictional person is called Ferrer, and this is all you need to know. But! If you see it, you will now know what the HECK is this.

Ferrer is a divine being who gifted humanity with his very own light and, in turn, we are all now at debt and need to spread his word to the non-ferrics, metallics, and alkalines.

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The Epitome of Western Philosophy: Edgianism

As the clock tic tacs calmly and almost silently, the threads of a prophetic idea begin to invade the bored mind and then, all of sudden, they turn into long and disgusting, greasy hair, and, the worst of all! The threads of keratin and unholy amounts of black dye have free will! They shake the writer’s brains, forcing me to write. They scream “prophetic shitpost! Prophetic shitpost!” until this text is born, out of greasy sections of hair and teenager sadness. The threads gave me the fetal body of what I shall call Edgianism, and now it is my duty to grow it into an adult, or more probably a toddler. Beautiful.

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(Lu)Lucretia Dalencourt

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